AIBLiCaR e a Implantação de Novas Igrejas



Faz 52 anos que a Missão Batista Livre começou a implantar igrejas na região. Graças a Deus pelas 8 igrejas existentes atualmente nesta região. Depois de atuar como desbravadora na implantação de Igrejas Batistas Livres por aqui, a Missão tem voltado a atenção para regiões do mundo atualmente mais necessitadas. A responsabilidade pela implantação de novas igrejas no Brasil, e especialmente na nossa região, recai agora sobre a nossa associação. Ou a AIBLiCaR assume a responsabilidade, ou então permaneceremos onde estamos. A Missão poderá servir de apoio, mas a iniciativa de algum projeto depende inteiramente da associação.
Atualmente temos apenas oito igrejas e congregações (missões) em nossa região. Nem todas são financeiramente auto-suficientes. As igrejas locais possuem muitas necessidades. Como seria possível pensarmos em expandir mais e contrair compromissos financeiros ainda maiores?
Uma solução seria cada igreja local se concentrar em si mesma: evangelizar mais, formar líderes, construir ou melhorar os prédios, melhorar as receitas financeiras e dar melhores condições de sustento aos pastores que já temos. Somente quando as igrejas estivessem grandes e fortes é que poderiamos voltar a pensar em implantação de novas igrejas. Quando é que cumpriríamos estas metas? Quando é que estaríamos satisfeitos com o tamanho e fortalecimento das nossas igrejas?
A igreja que só olha para si mesma passa a ser egoísta, perde a visão e se acomoda. O motor que continua a impelir a igreja adiante é a sua visão das necessidades de um mundo sem Cristo, não somente o seu quintal. A igreja em Jerusalém tinha muito menos recursos que as nossas, sofria de pobreza e fome, ondas de perseguição religiosa e não tinha acesso à Bíblia toda. Apesar destas limitações e desafios, o evangelho partiu de Jerusalém e atingiu progressivamente todo o império romano. Filipe saiu pregando e implantando igrejas em Samaria e na região costeira (Atos 8), uma igreja foi aberta em Damasco (Atos 9), Pedro implanta uma igreja de gentios em Cesaréia (Atos 10), outros irmãos foram até a Fenícia, Chipre e finalmente Antioquia, na Síria (Atos 11). Paulo e sua equipe de missionários estenderam as fronteiras do evangelho até locais que hoje estão localizados na Turquia e na Grécia. Em todas as regiões em que penetraram, deixaram igrejas.
Como projeto humano, parece impossível repetirmos o que aconteceu naquelas primeiras décadas da igreja primitiva. Mas o segredo do sucesso deles não foi boa estratégia, bons recursos materiais e financeiros e nem homens e mulheres extraordinários. Quem nos chama, nos dá os recursos, nos fortalece e nos capacita. Deixemos de ser tímidos, de olhar com olhos humanos e pensar somente com o intelecto. Ouçamos o clamor do mundo perdido; deixemos o coração bater com o coração de Deus; permitamo-nos sonhar os sonhos de Deus.
Lembro-me quando, recém chegado a Campinas, em 2006, o Pr. Osmir estava preparando a missão do Nova América para começar a ter cultos simultâneos, independentes. Nos primeiros domingos, a ausência dos irmãos do Nova América deixou um vazio nos cultos da Igreja do São José. Procurei animar o Pr. Osmir dizendo que, tanto a Igreja do Nova América quanto a do São José, cresceriam ainda mais.  Foi isto que aconteceu: dividiu para crescer. Este processo já se repetiu mais uma vez com a igreja do Ouro Verde e a igreja sede continua cheia.
A multiplicação de igrejas é de Deus e será abençoada por Ele. Sua igreja não sofrerá – pelo contrário, crescerá e se fortalecerá! Vamos nos unir com o propósito de implantar novas igrejas, começando pela nossa região!

Pr. Kenneth Eagleton

 

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